Arquivo de março, 2012

matéria na revista Overmundo

Publicado: 18 de março de 2012 em Uncategorized

num é nada fácil manter meu lado Z [de zineiro].
o lado A, que paga os carnês, me toma, em média, 12 horas de cada dia.



quando topei escrever a matéria Fanzines, do Papel ao Silício, Marginais como Sempre, na Superfície como Nunca pra revista Overmundo, com breve histórico sobre estas publicações marginais e independentes, mais a migração de boa parte delas pra uébi, eu sabia o que isso compreenderia:

varar madrugadas;
hectolitros de café [pq tô sem beber álcool];
um e outro copo d’água;
uma pequena lavoura de tabaco;
isqueiros vazios;
cinzeiros cheios;
sensação de ter as costas alvejadas por centenas de espetos embebidos em curare;

e, acima de tudo, um imenso prazer.

é.
porque é isso o que move qualquer zineir@.
o prazer sem igual que a liberdade em seu estado mais pleno de expressão pode oferecer – fácil, pois, compreender o estranhamento de tod@s que, trabalhando ou não com comunicação, por conveniência e conivência [mas pode chamar ambas de cagaço], não experimentam dessa delícia, aí te perguntam: “mas cê faz isso de graça?”

tsc, tsc…

não tenho mais tempo, muito menos bolas, pra responder a esse tipo de troço.
deixo que analistas e a indústria farmacêutica, um dia, o façam.
cada um vive – ou existe, que é bem outra coisa… – como quer.

eu vivo, e plenamente, nesse universo das zines, fazendo-as, escrevendo sobre e tals – e, desta vez, ainda me pagaram pela matéria, o que me permitirá, portanto, manter o espírito da produção zineira, que é o compartilhamento máximo, o que farei não só com tod@s de minha mailing, mas também, e urgentemente, com minha massoterapeuta e um ortopedista, porque duas décadas debruçado sobre uma mesa, diagramando, desenhando e, mais que tudo, escrevendo conteúdo pra zines presentearam minha coluna e minha lombar com, respectivamente, lordose e pinçamento muscular – ou, como já nos tornamos íntimos, Lurdinha e Pica-pau…

por fim, mas não menos importante, faço questão de registrar que a turma da Overmundo não mexeu numa vírgula da essência do que escrevi. tá tudo lá: as gírias, os neologismos e palavrões, tal qual entreguei, como sempre escrevo, porque meu, digamos, preço, do qual não abro mão, é a liberdade.

é isso, ou nada feito.

foi esse isso.
tá tudo aí, ó: revista overmundo 5.

° um salve para Pedro Biondi, Law Tissot, Douglas Utescher, Flávio Grão, Leandro Márcio Ramos, Marcio Sno, Jamer Melo e Azriel FD.

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