duas produções recentemente lançadas se encarregam, cada qual ao seu modo, de garantir um registro inédito da produção zineira no Brasil.

a Ugra Press lançou o 2º Anuário de Fanzines, Zines e Publicações Alternativas.

nesta edição, com produção gráfica caprichadísima, mais de 160 resenhas de publicações do Brasil [e também da América Latina], além de entrevistas e matérias sobre o universo zineiro.

o Anuário reúne apenas publicações impressas, garantindo-lhes, além de perenidade, maior acessibilidade – afinal, até então, toda essa produção era do conhecimento apenas de seus autores e do público destes.

garanta o seu no sítio do selo: ugrapress

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o zineiro Márcio Sno encheu as veias com o mojo punk do “faça você mesmo” e tornou-se documentariasta.
e dos bons  – e isso, note-se, que a trilogia Fanzineiros do Século Passado é apenas o seu 1° trampo como cineasta.

1 ano após lançar o 1° capítulo da trilogia, tacou no ar o 2° capítulo.

no 1°, traçou o perfil do fanzineiro, suas dificuldades para lançar uma publicação e as gambiarras para botar a informação para circular em uma época em que tudo funcionava via carta.

neste 2°, intitulado “O fanzine a serviço do rock, os fanzineiros desse século e os estímulos para a produção impressa“, mostra a importância dos fanzines na divulgação de bandas independentes que não tinham espaço em rádios e revistas especializadas até meados da década de 1990, quando, na internet, tornaram-se populares o Myspace e o Soundcloud.

esse capítulo também reporta alguns exemplos de inciativas para a promoção de publicações impressas.

para mais info e contato, marciosno@gmail.com

zines, quem diria, marginais como sempre, na superfície como nunca.
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zineando pelaí

Publicado: 8 de abril de 2012 em Uncategorized


foto: Waleska Santiago

na edição de hoje do Diário do Nordeste, de Fortaleza, matéria bem bacana que a repórter Adriana Martins fez a partir dos trampos e ou entrevista que eu e compays do fanzinato nacional enviamos/demos ao jornal.

pra ler na íntegra, clique aqui.

matéria na revista Overmundo

Publicado: 18 de março de 2012 em Uncategorized

num é nada fácil manter meu lado Z [de zineiro].
o lado A, que paga os carnês, me toma, em média, 12 horas de cada dia.



quando topei escrever a matéria Fanzines, do Papel ao Silício, Marginais como Sempre, na Superfície como Nunca pra revista Overmundo, com breve histórico sobre estas publicações marginais e independentes, mais a migração de boa parte delas pra uébi, eu sabia o que isso compreenderia:

varar madrugadas;
hectolitros de café [pq tô sem beber álcool];
um e outro copo d’água;
uma pequena lavoura de tabaco;
isqueiros vazios;
cinzeiros cheios;
sensação de ter as costas alvejadas por centenas de espetos embebidos em curare;

e, acima de tudo, um imenso prazer.

é.
porque é isso o que move qualquer zineir@.
o prazer sem igual que a liberdade em seu estado mais pleno de expressão pode oferecer – fácil, pois, compreender o estranhamento de tod@s que, trabalhando ou não com comunicação, por conveniência e conivência [mas pode chamar ambas de cagaço], não experimentam dessa delícia, aí te perguntam: “mas cê faz isso de graça?”

tsc, tsc…

não tenho mais tempo, muito menos bolas, pra responder a esse tipo de troço.
deixo que analistas e a indústria farmacêutica, um dia, o façam.
cada um vive – ou existe, que é bem outra coisa… – como quer.

eu vivo, e plenamente, nesse universo das zines, fazendo-as, escrevendo sobre e tals – e, desta vez, ainda me pagaram pela matéria, o que me permitirá, portanto, manter o espírito da produção zineira, que é o compartilhamento máximo, o que farei não só com tod@s de minha mailing, mas também, e urgentemente, com minha massoterapeuta e um ortopedista, porque duas décadas debruçado sobre uma mesa, diagramando, desenhando e, mais que tudo, escrevendo conteúdo pra zines presentearam minha coluna e minha lombar com, respectivamente, lordose e pinçamento muscular – ou, como já nos tornamos íntimos, Lurdinha e Pica-pau…

por fim, mas não menos importante, faço questão de registrar que a turma da Overmundo não mexeu numa vírgula da essência do que escrevi. tá tudo lá: as gírias, os neologismos e palavrões, tal qual entreguei, como sempre escrevo, porque meu, digamos, preço, do qual não abro mão, é a liberdade.

é isso, ou nada feito.

foi esse isso.
tá tudo aí, ó: revista overmundo 5.

° um salve para Pedro Biondi, Law Tissot, Douglas Utescher, Flávio Grão, Leandro Márcio Ramos, Marcio Sno, Jamer Melo e Azriel FD.